quarta-feira, 24 de junho de 2015

DIA DA APRESENTAÇÃO DE “DUDA” 09/06
É chegado o dia de apresentar o resultado final na II Abertura de processo do Curso de Artes Cênicas.

Passamos algumas vezes no espaço, já que anteriormente não conseguimos ensaiar nesse mesmo espaço. Enquanto aguardamos a chegada da platéia, fiz exercícios de aquecimento, tanto de voz quanto corporal. E demos inicio a apresentação. Segue a baixo o resultado final dos trabalhos realizados nesse semestre na Oficina de Jogos Teatrais.
https://www.youtube.com/watch?v=z2cWPi_7d-4

ÚLTIMO ENSAIO

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 02/06
Último dia de ensaio.
A ansiedade dos alunos começava a transparecer. E nos deparamos com um pequeno problema que não pensamos na semana passada ao decidir o acessório, como seria realizada a troca dos bonés entre os personagens? Anderson passou um exercício que resolver essa questão.

Os alunos andavam pelo espaço, todos de boné, e para que eles efetuassem a troca de bonés eles deveriam somente se olhar, sem trocar uma palavra, só trocaria o boné se o companheiro respondesse a esse olhar. Interessante pensar em um exercício que estavam acostumados a fazer durante todo o inicio de aula e adaptá-lo a um outro objetivo. Olhando esse exercício de fora, se tornou para mim em uma movimentação diferente. Fizemos esse exercício com variações de planos e acrescentamos um ritmo com o bater de palmas, para acrescentar a agilidade que precisariam em cena. Feito isso partimos para o ensaio, e durante a repetição percebi que as transições antes vista como eficiente por mim, já não gerava os efeitos que me agradara antes, estava “morta”, decaía a cada repetição. Então pausei o ensaio e testei uma nova transição que é justamente a movimentação do exercício anterior. Coloquei a mesma nas duas transições e acrescentei ritmo. E nessa tarde foi de ensaios intensos, cada vez mais focados na troca de acessórios, ações e falas. Finalizamos a aula.

CORRIGINDO AS FALHAS

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 26/05
Penúltimo ensaio. Pela ansiedade que me acometia nesses dois últimos ensaios resolvi não aplicar mais nenhum novo jogo. Ensaiamos com mais compromisso a fim de acertar falhas que teimavam em aparecer nas cenas, uma delas é a projeção vocal. Alguns, como normalmente, não tinham essa consciência e expliquei sobre a necessidade de ter uma boa projeção vocal, a cada repetição (se eu visse a necessidade) interrompia a cena e apontavam onde estavam presente os erros a ser corrigidos, uma das mais repetidas e com razão era a cena toda espelhada. A iniciativa partiu dos próprios alunos e eles mesmos criavam regras, acordos, contagens. Entram em consenso e acertaram um tempo/ ritmo a ser seguido, desde o momento de montar a mesa até, a movimentação do espelho e a sua desconstrução. A maior parte da aula foi reservada a esse momento, já que questionados sobre as outras cenas comparada a essa, eles se sentiam mais inseguros com essa em questão. Percebo que os alunos se tornaram mais rígidos nesse ensaio do que os outros, eu como monitora fiquei de fora dando o inicio e as orientações em poucos pontos.

Nos minutos finais da aula separamos para decidir como seria o figurino de todos. A roupa preta por ser básica e fácil de conseguir, foi unânime. E como seriam muitos personagens e que alguns seriam revezados e repetidos em mais de uma cena, deveríamos escolher um objeto que fosse fácil de trocar entre os atores e que ao mesmo tempo identificassem os personagens e concordamos que um boné como acessório principal seria a melhor solução e para identificar os personagens pensamos em cores diferentes. Ficamos de ensaiar com tudo no último ensaio da semana que vem. Finalizamos a aula.

CONTAGEM REGRESSIVA

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 19/05
Todo minuto é precioso nessa contagem regressiva. Conseguimos hoje, ter um trabalho “concluído”. Ensaiamos todas as seis esquetes que compõe “DUDA”. Consegui ver o inicio e o fim do trabalho, porém sentia falta de algo no meio, não que a história estivesse faltando com fatos mais sim em ligação, as transições entre as cenas eram duras, cenas, cortavam bruscamente e era possível perceber um “rombo” grotesco para quem assistia. Resolvi experimentar umas transições depois de conversar com os alunos e também concordarem com essa falta. Os alunos, hoje pareciam responder mais rápido aos estímulos, ordem e ações que partiam de mim ou deles mesmo.

Comecei com a primeira e segunda cena, onde senti a maior necessidade de transição mais neutra. Pensei na movimentação de um rodo ao puxar ou empurrar a água, como os alunos ficam de costas para a platéia e dispostos numa linha no fundo do palco, orientei que eles virassem para frente e caminhassem para frente, enquanto isso, os personagens da primeira cena ao final da mesma congelassem e esperassem que o “rodo” viesse busca- los assim se juntando a eles e na volta dessa movimentação ficassem somente os personagens da cena dois, assim dando inicio a mesma. Claro que para um primeiro teste é confuso de se entender, mas creio que ensaio isso se torne mais harmônico, no entanto só por esse teste foi perceptível uma melhora considerável, para mim parece que se torno contínua as cenas, sem a quebra. Ensaiamos mais uma vez com essa transição e localizamos outros momentos que precisavam de transição e o outro foi a transição entre as duas últimas cenas. Essa foi a mais complicada, pelo fato de a ultima cena ser com o Jogo do Espelho. Como eles formariam uma fila de frente pra outra, eles deveriam sair do fundo do palco dividindo desde ai as duas filas e indo pelo meio do palco eles montassem a “mesa do presídio”, essa foi mais complicada justamente pelo espelho, mas deixamos a idéia fixa e como já era final da aula, resolvemos continuar na próxima aula.

MONTANDO, MONTANDO

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 12/05
Mais um dia. Seguindo o processo da aula passada, demos continuidade refazendo a primeira cena dos esquetes e pontuando alguns momentos e deixando a mesma de certa forma finalizada. Demos continuidade com a segunda cena, essa no caso não foi tão complicada de se montar, repetimos várias vezes e juntamos com a primeira e os alunos ali começaram a ver um trabalho sendo construído, assim como eu.

Progredimos muito nessa aula, pelo fato de metade das esquetes ter sido montadas nessa tarde. A cada cena (improviso), retornávamos ao jogo em cena mesmo e isso caiu positivamente na atuação dos alunos, em vez de parar a cena e fazer um jogo separado como efetuei na primeira cena na semana passada, foi muito mais eficaz. Usamos muito a repetição para fixar os diálogos porém, a cada repetição alguns diálogos se modificavam e os próprios alunos se confundiam ( entendido, pelo fato de a montagem ter se tratado de improviso) e aconteceu o que eu não percebi, eles realmente focaram nas ações e esqueceram a parte das falas ( até demais) então resolvi separar trinta minutos do final da aula para eles mesmo relembrarem as cenas e suas falas, eles tinham a liberdade nessa hora de modificar o que quisessem e avisei que ali seria definitivo, pelo motivo de nos restar apenas mais três ensaios antes da Abertura. Foi nesse momento de coletividade que encerrei a aula.

ENSAIO!

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 05/05
Começamos a encarar com mais seriedade o processo de ensaio das esquetes “DUDA”. Fiquei responsável por trazer o roteiro finalizado para dar inicio a montagem, os alunos por terem o primeiro contato (para alguns) e por estar se aproximando a semana de Abertura de processo são acometidos pelo nervosismo o que presumo que pode prejudicar e cabe a eu evitar o máximo tal barreira.
Escolhi sentar e apresentar o roteiro, expor e clarear as idéias que ali se encontravam, abri também para tirar qualquer dúvida que estivesse presente. Após isso, fizemos um aquecimento básico e senti a necessidade de realizar um jogo para entrarmos no ensaio concentrados e com o máximo de energia. Sugeri o Jogo do Espelho com a turma inteira. A cada intervalo de tempo nomeava um aluno para comandar os movimentos, todos em linha horizontal de frente para o espelho realizavam os movimentos. Ensaiamos a primeiro esquete que foi criado a partir do Jogo da Planta baixa e um pouco misturado com o Objeto imaginário. Na primeira vez foi nitidamente seco, travado a minha vontade foi parar a partir do momento que eu me incomodei, porém optei por assistir até seu final, já que as cenas e suas intenções já estavam definidas, mas o inicio, meio e fim e teriam que ser construídos pelos próprios alunos nessa etapa. Ao final citei que o comportamento deles em cena desde o “contato” com os objetos imaginários até a projeção da voz que eles estão se limitando e questionei se era a presença de um roteiro, “ improvisar fica mais difícil, eu já fiz essa cena mais não lembro o que eu disse.” um deles respondeu, movi essa barreira comentando que nada é diferente do jogo, pelo menos não nessa etapa de construção do diálogo, “só façam, não se preocupem com as falas e foquem nas ações em cena”, disse. Fora isso, senti a necessidade de retornar ao jogo do Objeto imaginário então com uma atividade sugerida pelo Anderson, colocamos os alunos novamente em uma fila um do lado do outro e explicamos que a frente deles havia uma caixa ( “concretizamos” a caixa no espaço) e que um de cada vez iria se aproximar dela e tirar algum objeto de dentro e que para que o contato se fortificasse eles antes de uma nova ordem eles não deveriam parar de “fisicalizar” o objeto. E assim procedeu o exercício, surgiram objetos interessantes, como um cubo mágico, um guardanapo e até mesmo surgiu não um objeto mais uma ação, a de pegar uma maçã direto da macieira, ali vi uma oportunidade de experimentar as expressões deles, porque observando vi na maioria um foco na ação mas a expressão era vazia. Dava orientações como “está difícil de mexer, você começa a ficar com raiva”, “ Você ama demais esse objeto, ame-o” senti um melhor resultado. Finalizamos com essa atividade.
Segue abaixo o roteiro de “DUDA
DUDA”
Aqui possivelmente entra o desvio de foco, cada um começa a falar com o primeiro “DUDA” Montam a primeira cena BRENDA, JEFERSSON E LÉO
CENA N°1 (o seu final praticamente): REFEITÓRIO DA PRISÃO, LÉO sendo preso por JEFFERSON, RECLAMANDO QUE SÓ QUERIA UM SUCO DE LARANJA.
IMPROVISO E ENSAIO
1° DUDA (LÉO): Meu nome é DUDA e não entendo como um suco de laranja no começo do dia me fez parar na cadeia no fim do mesmo dia , Eu quero dividir com vocês esse dia específico que foi um divisor de águas... quero dizer de “sucos” na minha vida. E tudo começou com um belo café da manhã em família...
CENA N° 2: OBJETO IMAGINÁRIO- COZINHA – LÉO, DIEGO, MARCO E MARIA HELENA.
IMPRVISO E ENSAIO
CENA N° 3: BANHEIRO DE CORTIÇO – NATÁLIA E LÉO
IMPRVISO E ENSAIO
TRANSIÇÃO ENTRE O 1° E 2° DUDA’S
1° DUDA LÉO: MINHA ÚNICA OPÇÃO FOI IR ATÉ A VIZINHA PERGUNTAR SE ELA TINHA UM POUCO DE SUCO DE LARANJA PARA ME O...
2° DUDA (BRENDA):[...] FERECER, ENTÃO FUI ATÉ LÁ E BATI NA SUA PORTA.
CENA N°4: COSTUREIRA (PARTE DO CORPO DESTACADA)- NATÁLIA E BRENDA.
IMPROVISO E ENSAIO
2° DUDA (BRENDA): SEM SUCESSO NENHUM, VOLTEI PARA CASA, PEGUEI MINHA CARTEIRA DEI TCHAU PARA MINHA FAMILIA E SAI PORTA A FORA, PARA TENTAR TER O MEU SUCO DE LARAMJA DE TODAS AS MANHÃS. FUI AN...
3° DUDA (MARIA HELENA): [...] DAND. JÁ PRESSENTIA QUE O MEU DIA NÃO SERIA NORMAL. CHEGUEI NO LUGAR PARA COMPRA O MEU SUCO E NÃO FOI COMO EU ESPERAVA...
CENA N° 4: MC DONALDS- SUCO DE LARANJA – MARIA HELENA E JEFFERSON.
IMPRVISO E ENSAIO
3° DUDA (MARIA HELENA): A ESSA ALTURA DO DIA FIQUEI ME PERGUNTANDO POR ONDE ANDAVAM TODOS OS SUCOS DE LARANJA DESSA CIDADE!!!
CENA N° 5: SAGUÃO DE HOTEL DE MODELOS – MARCO, BRENDA E DIEGO.
IMPRVISO E ENSAIO
VOLTA PARA A CENA 4. ACABA EM CONFUSÃO E DUDA É PRESO.
4° DUDA (NATÁLIA): E FOI ASSIM QUE EU ACABEI INDO PARAR NA PRISÃO. EU DEVERIA TER TOMADO MEU CAFÉ DA MANHÃ SEM O SUCO DE LARANJA.
VOLTA A PRIMEIRA CENA ONDE LÉO ESTÁ NO REFEITÓRIO DA PRISÃO E COMEÇA A CENA INTEIRA ATÉ O FIM.
5° DUDA (MARCO): BEM E ASSIM ACABOU ESSE DIA CANSATIVO E PERTUBADO. FIQUEI UNS DIAS NA CADEIA POR “PERTUBAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA” (TOM DE DEBOCHE), ENFIM, PASSARAM- SE OS DIAS E RESOLVI DEIXAR ESSE EPISÓDIO PRA TRÁS... PELO MENOS EU TENTEI.
CENA N°6 : ESCRITÓRIO DOS SONHOS – DIEGO E MARCO. IMPROVISO E ENSAIO. FIM


segunda-feira, 4 de maio de 2015

E SURGIU O "DUDA"

ATUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO DIA 28/04/15
A parte mais difícil começou hoje. Por conta do feriado, teremos menos dias para ensaiar o trabalho final, por isso temos como objetivo concretizar todo o processo hoje. Com os alunos que compareceram a aula discutimos idéias de como deveríamos começar a apresentação. O jogo do espelho com toda a certeza é a base para o inicio, misturamos com o objeto imaginário e se montou da seguinte forma: os alunos dispostos em uma fileira no fundo do palco de frente para a platéia no meio do palco estão um objeto imaginário em que cada um por vez irá se aproximar desse objeto e entrar em contato com ele, interagindo e voltando ao seu lugar, objetos diversos. Quando todos fizerem esse movimento eles vão se espalhar no palco, “desorganizadamente” e nesse momento começa o jogo do espelho e reflexo dos jogadores, um dos movimentos surgidos com o objeto (ex: bater uma bola de basquete no chão e lançar a bola em direção a cesta.) além do espelho os outros serão o reflexo, mudando de objetos. Como desenho formado, discutimos sobre uma transição possível entre esse momento e as esquetes que viram a seguir.
Não conseguíamos fixar em uma idéia, por isso perdemos muito tempo da aula testando e descartando ou aceitando idéias. Os alunos não conseguiam, apesar do meu auxilio, seguir uma idéia, eram fios soltos de idéias. Sugeri que eles fossem por um caminho mais fácil, que pegassem algumas das cenas que já foram feitas durante a oficina e selecionar as marcantes entre eles. Uma técnica que por experiência própria deu certo, porém tem um problema que é o tempo que temos para ensaiar. Fiquei responsável de pegar as cenas selecionadas e criar a transição e o enredo que encaminhará as esquetes. Os alunos sugeriram uma história que pode se encaixar nas cenas. A história seria de um personagem chamado “DUDA” e que sua vida e crescimento seriam retratados nas situações das cenas dos jogos. O nome foi escolhido por ser um nome masculino e feminino dando a possibilidade de todos os jogadores serem “DUDA”, contando uma parte da história. Vamos ver no que isso pode se tornar. Combinei com os alunos que se possível durante os ensaios sempre retornar ou fazer jogos novos, para sempre manter os registros vivos e pulsantes dentro dos jogadores.