quarta-feira, 24 de junho de 2015

DIA DA APRESENTAÇÃO DE “DUDA” 09/06
É chegado o dia de apresentar o resultado final na II Abertura de processo do Curso de Artes Cênicas.

Passamos algumas vezes no espaço, já que anteriormente não conseguimos ensaiar nesse mesmo espaço. Enquanto aguardamos a chegada da platéia, fiz exercícios de aquecimento, tanto de voz quanto corporal. E demos inicio a apresentação. Segue a baixo o resultado final dos trabalhos realizados nesse semestre na Oficina de Jogos Teatrais.
https://www.youtube.com/watch?v=z2cWPi_7d-4

ÚLTIMO ENSAIO

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 02/06
Último dia de ensaio.
A ansiedade dos alunos começava a transparecer. E nos deparamos com um pequeno problema que não pensamos na semana passada ao decidir o acessório, como seria realizada a troca dos bonés entre os personagens? Anderson passou um exercício que resolver essa questão.

Os alunos andavam pelo espaço, todos de boné, e para que eles efetuassem a troca de bonés eles deveriam somente se olhar, sem trocar uma palavra, só trocaria o boné se o companheiro respondesse a esse olhar. Interessante pensar em um exercício que estavam acostumados a fazer durante todo o inicio de aula e adaptá-lo a um outro objetivo. Olhando esse exercício de fora, se tornou para mim em uma movimentação diferente. Fizemos esse exercício com variações de planos e acrescentamos um ritmo com o bater de palmas, para acrescentar a agilidade que precisariam em cena. Feito isso partimos para o ensaio, e durante a repetição percebi que as transições antes vista como eficiente por mim, já não gerava os efeitos que me agradara antes, estava “morta”, decaía a cada repetição. Então pausei o ensaio e testei uma nova transição que é justamente a movimentação do exercício anterior. Coloquei a mesma nas duas transições e acrescentei ritmo. E nessa tarde foi de ensaios intensos, cada vez mais focados na troca de acessórios, ações e falas. Finalizamos a aula.

CORRIGINDO AS FALHAS

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 26/05
Penúltimo ensaio. Pela ansiedade que me acometia nesses dois últimos ensaios resolvi não aplicar mais nenhum novo jogo. Ensaiamos com mais compromisso a fim de acertar falhas que teimavam em aparecer nas cenas, uma delas é a projeção vocal. Alguns, como normalmente, não tinham essa consciência e expliquei sobre a necessidade de ter uma boa projeção vocal, a cada repetição (se eu visse a necessidade) interrompia a cena e apontavam onde estavam presente os erros a ser corrigidos, uma das mais repetidas e com razão era a cena toda espelhada. A iniciativa partiu dos próprios alunos e eles mesmos criavam regras, acordos, contagens. Entram em consenso e acertaram um tempo/ ritmo a ser seguido, desde o momento de montar a mesa até, a movimentação do espelho e a sua desconstrução. A maior parte da aula foi reservada a esse momento, já que questionados sobre as outras cenas comparada a essa, eles se sentiam mais inseguros com essa em questão. Percebo que os alunos se tornaram mais rígidos nesse ensaio do que os outros, eu como monitora fiquei de fora dando o inicio e as orientações em poucos pontos.

Nos minutos finais da aula separamos para decidir como seria o figurino de todos. A roupa preta por ser básica e fácil de conseguir, foi unânime. E como seriam muitos personagens e que alguns seriam revezados e repetidos em mais de uma cena, deveríamos escolher um objeto que fosse fácil de trocar entre os atores e que ao mesmo tempo identificassem os personagens e concordamos que um boné como acessório principal seria a melhor solução e para identificar os personagens pensamos em cores diferentes. Ficamos de ensaiar com tudo no último ensaio da semana que vem. Finalizamos a aula.

CONTAGEM REGRESSIVA

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 19/05
Todo minuto é precioso nessa contagem regressiva. Conseguimos hoje, ter um trabalho “concluído”. Ensaiamos todas as seis esquetes que compõe “DUDA”. Consegui ver o inicio e o fim do trabalho, porém sentia falta de algo no meio, não que a história estivesse faltando com fatos mais sim em ligação, as transições entre as cenas eram duras, cenas, cortavam bruscamente e era possível perceber um “rombo” grotesco para quem assistia. Resolvi experimentar umas transições depois de conversar com os alunos e também concordarem com essa falta. Os alunos, hoje pareciam responder mais rápido aos estímulos, ordem e ações que partiam de mim ou deles mesmo.

Comecei com a primeira e segunda cena, onde senti a maior necessidade de transição mais neutra. Pensei na movimentação de um rodo ao puxar ou empurrar a água, como os alunos ficam de costas para a platéia e dispostos numa linha no fundo do palco, orientei que eles virassem para frente e caminhassem para frente, enquanto isso, os personagens da primeira cena ao final da mesma congelassem e esperassem que o “rodo” viesse busca- los assim se juntando a eles e na volta dessa movimentação ficassem somente os personagens da cena dois, assim dando inicio a mesma. Claro que para um primeiro teste é confuso de se entender, mas creio que ensaio isso se torne mais harmônico, no entanto só por esse teste foi perceptível uma melhora considerável, para mim parece que se torno contínua as cenas, sem a quebra. Ensaiamos mais uma vez com essa transição e localizamos outros momentos que precisavam de transição e o outro foi a transição entre as duas últimas cenas. Essa foi a mais complicada, pelo fato de a ultima cena ser com o Jogo do Espelho. Como eles formariam uma fila de frente pra outra, eles deveriam sair do fundo do palco dividindo desde ai as duas filas e indo pelo meio do palco eles montassem a “mesa do presídio”, essa foi mais complicada justamente pelo espelho, mas deixamos a idéia fixa e como já era final da aula, resolvemos continuar na próxima aula.

MONTANDO, MONTANDO

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 12/05
Mais um dia. Seguindo o processo da aula passada, demos continuidade refazendo a primeira cena dos esquetes e pontuando alguns momentos e deixando a mesma de certa forma finalizada. Demos continuidade com a segunda cena, essa no caso não foi tão complicada de se montar, repetimos várias vezes e juntamos com a primeira e os alunos ali começaram a ver um trabalho sendo construído, assim como eu.

Progredimos muito nessa aula, pelo fato de metade das esquetes ter sido montadas nessa tarde. A cada cena (improviso), retornávamos ao jogo em cena mesmo e isso caiu positivamente na atuação dos alunos, em vez de parar a cena e fazer um jogo separado como efetuei na primeira cena na semana passada, foi muito mais eficaz. Usamos muito a repetição para fixar os diálogos porém, a cada repetição alguns diálogos se modificavam e os próprios alunos se confundiam ( entendido, pelo fato de a montagem ter se tratado de improviso) e aconteceu o que eu não percebi, eles realmente focaram nas ações e esqueceram a parte das falas ( até demais) então resolvi separar trinta minutos do final da aula para eles mesmo relembrarem as cenas e suas falas, eles tinham a liberdade nessa hora de modificar o que quisessem e avisei que ali seria definitivo, pelo motivo de nos restar apenas mais três ensaios antes da Abertura. Foi nesse momento de coletividade que encerrei a aula.

ENSAIO!

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 05/05
Começamos a encarar com mais seriedade o processo de ensaio das esquetes “DUDA”. Fiquei responsável por trazer o roteiro finalizado para dar inicio a montagem, os alunos por terem o primeiro contato (para alguns) e por estar se aproximando a semana de Abertura de processo são acometidos pelo nervosismo o que presumo que pode prejudicar e cabe a eu evitar o máximo tal barreira.
Escolhi sentar e apresentar o roteiro, expor e clarear as idéias que ali se encontravam, abri também para tirar qualquer dúvida que estivesse presente. Após isso, fizemos um aquecimento básico e senti a necessidade de realizar um jogo para entrarmos no ensaio concentrados e com o máximo de energia. Sugeri o Jogo do Espelho com a turma inteira. A cada intervalo de tempo nomeava um aluno para comandar os movimentos, todos em linha horizontal de frente para o espelho realizavam os movimentos. Ensaiamos a primeiro esquete que foi criado a partir do Jogo da Planta baixa e um pouco misturado com o Objeto imaginário. Na primeira vez foi nitidamente seco, travado a minha vontade foi parar a partir do momento que eu me incomodei, porém optei por assistir até seu final, já que as cenas e suas intenções já estavam definidas, mas o inicio, meio e fim e teriam que ser construídos pelos próprios alunos nessa etapa. Ao final citei que o comportamento deles em cena desde o “contato” com os objetos imaginários até a projeção da voz que eles estão se limitando e questionei se era a presença de um roteiro, “ improvisar fica mais difícil, eu já fiz essa cena mais não lembro o que eu disse.” um deles respondeu, movi essa barreira comentando que nada é diferente do jogo, pelo menos não nessa etapa de construção do diálogo, “só façam, não se preocupem com as falas e foquem nas ações em cena”, disse. Fora isso, senti a necessidade de retornar ao jogo do Objeto imaginário então com uma atividade sugerida pelo Anderson, colocamos os alunos novamente em uma fila um do lado do outro e explicamos que a frente deles havia uma caixa ( “concretizamos” a caixa no espaço) e que um de cada vez iria se aproximar dela e tirar algum objeto de dentro e que para que o contato se fortificasse eles antes de uma nova ordem eles não deveriam parar de “fisicalizar” o objeto. E assim procedeu o exercício, surgiram objetos interessantes, como um cubo mágico, um guardanapo e até mesmo surgiu não um objeto mais uma ação, a de pegar uma maçã direto da macieira, ali vi uma oportunidade de experimentar as expressões deles, porque observando vi na maioria um foco na ação mas a expressão era vazia. Dava orientações como “está difícil de mexer, você começa a ficar com raiva”, “ Você ama demais esse objeto, ame-o” senti um melhor resultado. Finalizamos com essa atividade.
Segue abaixo o roteiro de “DUDA
DUDA”
Aqui possivelmente entra o desvio de foco, cada um começa a falar com o primeiro “DUDA” Montam a primeira cena BRENDA, JEFERSSON E LÉO
CENA N°1 (o seu final praticamente): REFEITÓRIO DA PRISÃO, LÉO sendo preso por JEFFERSON, RECLAMANDO QUE SÓ QUERIA UM SUCO DE LARANJA.
IMPROVISO E ENSAIO
1° DUDA (LÉO): Meu nome é DUDA e não entendo como um suco de laranja no começo do dia me fez parar na cadeia no fim do mesmo dia , Eu quero dividir com vocês esse dia específico que foi um divisor de águas... quero dizer de “sucos” na minha vida. E tudo começou com um belo café da manhã em família...
CENA N° 2: OBJETO IMAGINÁRIO- COZINHA – LÉO, DIEGO, MARCO E MARIA HELENA.
IMPRVISO E ENSAIO
CENA N° 3: BANHEIRO DE CORTIÇO – NATÁLIA E LÉO
IMPRVISO E ENSAIO
TRANSIÇÃO ENTRE O 1° E 2° DUDA’S
1° DUDA LÉO: MINHA ÚNICA OPÇÃO FOI IR ATÉ A VIZINHA PERGUNTAR SE ELA TINHA UM POUCO DE SUCO DE LARANJA PARA ME O...
2° DUDA (BRENDA):[...] FERECER, ENTÃO FUI ATÉ LÁ E BATI NA SUA PORTA.
CENA N°4: COSTUREIRA (PARTE DO CORPO DESTACADA)- NATÁLIA E BRENDA.
IMPROVISO E ENSAIO
2° DUDA (BRENDA): SEM SUCESSO NENHUM, VOLTEI PARA CASA, PEGUEI MINHA CARTEIRA DEI TCHAU PARA MINHA FAMILIA E SAI PORTA A FORA, PARA TENTAR TER O MEU SUCO DE LARAMJA DE TODAS AS MANHÃS. FUI AN...
3° DUDA (MARIA HELENA): [...] DAND. JÁ PRESSENTIA QUE O MEU DIA NÃO SERIA NORMAL. CHEGUEI NO LUGAR PARA COMPRA O MEU SUCO E NÃO FOI COMO EU ESPERAVA...
CENA N° 4: MC DONALDS- SUCO DE LARANJA – MARIA HELENA E JEFFERSON.
IMPRVISO E ENSAIO
3° DUDA (MARIA HELENA): A ESSA ALTURA DO DIA FIQUEI ME PERGUNTANDO POR ONDE ANDAVAM TODOS OS SUCOS DE LARANJA DESSA CIDADE!!!
CENA N° 5: SAGUÃO DE HOTEL DE MODELOS – MARCO, BRENDA E DIEGO.
IMPRVISO E ENSAIO
VOLTA PARA A CENA 4. ACABA EM CONFUSÃO E DUDA É PRESO.
4° DUDA (NATÁLIA): E FOI ASSIM QUE EU ACABEI INDO PARAR NA PRISÃO. EU DEVERIA TER TOMADO MEU CAFÉ DA MANHÃ SEM O SUCO DE LARANJA.
VOLTA A PRIMEIRA CENA ONDE LÉO ESTÁ NO REFEITÓRIO DA PRISÃO E COMEÇA A CENA INTEIRA ATÉ O FIM.
5° DUDA (MARCO): BEM E ASSIM ACABOU ESSE DIA CANSATIVO E PERTUBADO. FIQUEI UNS DIAS NA CADEIA POR “PERTUBAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA” (TOM DE DEBOCHE), ENFIM, PASSARAM- SE OS DIAS E RESOLVI DEIXAR ESSE EPISÓDIO PRA TRÁS... PELO MENOS EU TENTEI.
CENA N°6 : ESCRITÓRIO DOS SONHOS – DIEGO E MARCO. IMPROVISO E ENSAIO. FIM


segunda-feira, 4 de maio de 2015

E SURGIU O "DUDA"

ATUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO DIA 28/04/15
A parte mais difícil começou hoje. Por conta do feriado, teremos menos dias para ensaiar o trabalho final, por isso temos como objetivo concretizar todo o processo hoje. Com os alunos que compareceram a aula discutimos idéias de como deveríamos começar a apresentação. O jogo do espelho com toda a certeza é a base para o inicio, misturamos com o objeto imaginário e se montou da seguinte forma: os alunos dispostos em uma fileira no fundo do palco de frente para a platéia no meio do palco estão um objeto imaginário em que cada um por vez irá se aproximar desse objeto e entrar em contato com ele, interagindo e voltando ao seu lugar, objetos diversos. Quando todos fizerem esse movimento eles vão se espalhar no palco, “desorganizadamente” e nesse momento começa o jogo do espelho e reflexo dos jogadores, um dos movimentos surgidos com o objeto (ex: bater uma bola de basquete no chão e lançar a bola em direção a cesta.) além do espelho os outros serão o reflexo, mudando de objetos. Como desenho formado, discutimos sobre uma transição possível entre esse momento e as esquetes que viram a seguir.
Não conseguíamos fixar em uma idéia, por isso perdemos muito tempo da aula testando e descartando ou aceitando idéias. Os alunos não conseguiam, apesar do meu auxilio, seguir uma idéia, eram fios soltos de idéias. Sugeri que eles fossem por um caminho mais fácil, que pegassem algumas das cenas que já foram feitas durante a oficina e selecionar as marcantes entre eles. Uma técnica que por experiência própria deu certo, porém tem um problema que é o tempo que temos para ensaiar. Fiquei responsável de pegar as cenas selecionadas e criar a transição e o enredo que encaminhará as esquetes. Os alunos sugeriram uma história que pode se encaixar nas cenas. A história seria de um personagem chamado “DUDA” e que sua vida e crescimento seriam retratados nas situações das cenas dos jogos. O nome foi escolhido por ser um nome masculino e feminino dando a possibilidade de todos os jogadores serem “DUDA”, contando uma parte da história. Vamos ver no que isso pode se tornar. Combinei com os alunos que se possível durante os ensaios sempre retornar ou fazer jogos novos, para sempre manter os registros vivos e pulsantes dentro dos jogadores.


PARTE POR PARTE

ATUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO DIA 14/04/15
Hoje foi o último dia em que apliquei um novo jogo teatral, gostaria de ter aplicado mais de um jogo em cada aula que tivemos, mas até por querer aprofundar mais e criar o máximo de registros nos alunos preferi continuar com o mesmo processo do inicio ao fim. Experiência nos jogos teatrais nunca é demais, mas creio que o baú de registro dos alunos esteja bem abastecido, pelo menos até o trabalho final e os próximos jogos. Então...
VAMOS JOGAR!
JOGO PARTE DO CORPO EM EVIDÊNCIA: Esse jogo tem como objetivo tornar uma parte do corpo do jogador o “objeto” que vai levar a cena, ele deve evidenciar de forma clara essa parte (queixo, mão, braço, joelho e etc. quanto mais inusitada melhor.) essa parte durante a cena. O intuito é que o jogador não escolha uma cena que favoreça a parte do corpo (ex: o jogador destacar a cintura em uma cena onde se passe em uma sala de dança.), eles devem implantar de outra forma que dê – ou não- um sentido a cena. A regra é sempre estar em destaque essa parte em toda a cena.
Dividi a sala em duplas, para propor mais opções. Demos inicio a primeira rodada e normalmente, eles captaram toda a regra do jogo, mas em quase todas as cenas eles favoreciam a parte em destaque. Mas criaram situações interessantes, que camuflavam a regra do jogo e criava um efeito diferente. Observando toda a primeira rodada, pontuei algumas questões que ainda faltavam ser captadas. Em todas as cenas, das duplas somente um jogador evidenciava a parte do corpo, talvez por falha minha, de instrução, de não ter dado importância a esse ponto. Perguntando os relatos dos alunos, a maioria sentiu mais dificuldade em lembrar-se da parte do corpo que, por exemplo, durante a cena havia lampejos sobre a parte do corpo, mas se confundiam na divisão de foco entre a regra e a cena. Adicionei mais algumas regras: os dois jogadores devem obedecer a regra de destacar a parte do corpo e que criassem situações mais inusitadas, de preferência uma em que não fosse utilizada a parte do corpo. A regra desse jogo possibilita que criem movimentos extras cotidianos dentro de uma situação cotidiana. Um contraste que é cênico no teatro. Na segunda rodada não senti a evolução, a principal regra não foi efetuada, quanto às cenas, a movimentação dos jogadores melhorou e se fundidas com as orientações anteriores teriam sido eficientes. Nesse jogo foi claro o esforço de tornar a cena cômica ao extremo, por “gerar” uma movimentação igual. Coloquei os próprios alunos para pontuarem a cenas, foi um diálogo necessário para o próximo passo.




QUE LUGAR, HEIN?

ATUALIZAÇAO ESTÁGIO DIA 07/04 

Mais um dia de oficina de jogos e desta vez com uma turma bem menor, comparada a turma que veio no primeiro dia. Começamos a partir de agora, resgatar alguns ou os principais registros que os alunos obtiveram em todos os jogos que foram feitos e transplantá- los para as cenas que irão compor o trabalho final a ser apresentado. Porém, há tempo de fazer mais alguns jogos, então…
VAMOS JOGAR!

LUGAR ESPECÍFICO: Esse jogo tem como objetivo fazer com que os jogadores escolham a partir de m local, especificar esse local da melhor maneira possível para que o público identifique. Previamente o local é dado ( sala, escritório, banheiro, salão e etc. Obs: pode ser lugares pequeno ou grandes.) e a partir dai o jogador escolhe sua especificidade. Ex: saguão de hotel. Especificamente: saguão de um hotel em Paris. Regra é especificar o lugar e os jogadores devem se comportar obviamente, em um saguão em Paris e no final cabia a plateia adivinhar qual era esse lugar. Pode ser em duplas ou grupos até cinco pessoas.

A regra no início não foi muito bem apreendida pelos alunos. Tive que dar exemplos para deixar mas claro a proposta do jogo. Escolhi para os grupos locais fáceis e que fosse possível ter várias possibilidades, escolhi primeiramente saguão de hotel e escritório. Na turma se formaram quatro grupos e dois grupos recebiam o mesmo lugar. Por serem lugares quase que óbvios, era provável que os dois escolhesse o mesmo “específico”, já que não era compartilhado entre os grupos os seus lugares e nem eles próprios sabiam que outro grupo teria o mesmo local. Mas era um risco que estávamos dispostos a correr, o que não aconteceu… mesmo que foram muito parecidos em algumas cenas.
As propostas que apareceram na primeira rodada de improviso, foram mais lúdicas. Não quis prender eles impondo que fossem fiel a realidade. Até porque se trata de um jogo teatral. Surgiu o “escritório dos sonhos”, que foi bem interessante pelo fato de se comportar como um escritório comum porém com uma função fictícia. Para a maioria e até para mim como instrutora, ficou difícil de identificar o lugar. O foco ficou muito na fala, eles – acho que de forma instintiva- tentavam ao máximo identificar o local, mas não entravam em contato com esse local, o que é primordial do jogo. Entrar em contato máximo com o ambiente desse local, mesa, cadeira, porta, caneta, folha, computador. Faltou isso na maioria das cenas. Fiz uma segunda rodada, desta vez com alguns pontos elucidados que ainda estavam permeando nos jogos, orientei para que buscassem os jogos anteriores para auxílio nesse como por exemplo o jogo do objetos imaginários, que está sempre presente no fichário da Viola.
Na segunda eles foram mais específicos ainda. Os locais eram banheiro e refeitório. Um dos grupos conseguiu um dos objetivos, cada componente montava uma parte do local, nesse caso o banheiro. Enquanto um estava no chuveiro, outro invadia e já ficava na frente do espelho, outro brigava pela pia para escovar os dentes, outro no vaso. E eles criaram a dimensão do banheiro e a respeitavam. E todos da plateia conseguiram ver que era um banheiro de república de estudantes.
Fiquei satisfeita com o resultado de todos os grupos. Um dos jogos mais produtivos na opinião dos alunos.

Fim de jogo.

DESVIO DE FOCO DE QUEM ESTÁ BATENDO?

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO 31/03
Quarto dia de oficina.
Diante da turma pequena que apareceu nesse dia de oficina, tive que modificar um pouco meu plano de aula. As adaptações rondam o mundo teatral, elas podem surgir como uma forma de criar novas ações no teatro. São quase úteis.
Com poucos alunos fizemos um alongamento com o auxilio de bastões. Nada muito demorado, mas que de alguma forma ajudou na distração. O jogo que propus pra esse dia requeria concentração e quando eles estão muito dispersos a regra foge de foco então...
VAMOS JOGAR!
JOGO QUANTO VOCÊ LEMBRA? : O jogo consiste na divisão de foco- especialmente trabalhado no fichário da Spollin- que busca exercitar o sentido alerta do ator. Na primeira parte divide- se a turma em duplas. Um dos jogadores vai estar com um livro em mãos, ele vai ler esse livro ( silenciosamente) enquanto o outro jogador conta alguma história ( esse por sua vez pode explorar muito os efeitos sonoras, a altura da fala e etc.), um fato ao mesmo tempo. O objetivo é a divisão de foco na leitura e na fala do outro jogador, ao final pergunto quanto eles se lembram dos dois assuntos, qual o tema da leitura e sobre o que era a conversa.
Obviamente muitos tiveram dificuldades, se perdiam na leitura ou somente prestavam atenção na conversa do outro jogador. Acho que pelo fato de eu ter dito para eles que ao final faria uma pergunta eles se esforçaram ao máximo para buscar essa divisão. A maioria lembra mais das histórias contadas pelos parceiros, mas não saberiam dizer qual a ordem dos fatos. Um dos alunos não conseguiu dividir em nenhum dos dois focos, pelo fato de serem dois tipos diferentes, tentava se concentrar no que era mais fácil no seu ponto de vista, “Não deu muito certo” disse ele. Expliquei que para o ator, esses tipos de exercícios são primordiais para montá-lo em estado de alerta no palco ou fora dele. Constantemente o mesmo é exigido disso, atenção que deve ter no seu exterior, em tudo que está ao seu redor, para conseguir uma resposta rápida e espontânea. Essencial eu diria.
Decidi fazer a segunda parte do mesmo exercício depois de ouvir os comentários dos alunos. Tem o mesmo princípio só que desta vez em trio um jogador permanece no meio, esse vai dividir o foco em duas conversas ao mesmo tempo. As regras são simples, quem está no meio não pode pedir para repetir o que foi dito e para os outros dois que falam ao mesmo tempo devem evitar perguntas como “o que você acha...?” ou chamar a atenção com “ entoa,...”, “ ei,..”, você gosta...”. deve ser seguido como uma conversa normal. E o jogador que está no meio deve responder as perguntas, mesmo que não tenha a escutado. Realizando o rodízio entre o trio.
Nesse exercício eu consegui perceber a diferença do nível de atenção de alguns jogadores. Conversando ao mesmo tempo e de assuntos totalmente diferentes os que permaneciam no meio era nítido o desespero. Era perceptível quando o jogador começava a dar atenção para um dos assuntos, mesmo que ele estivesse de frente para um dos que conversavam com ele o olho acompanhava a divisão junto com a audição “olhando de canto” para o que estava atrás dele, esperando o momento que surgisse uma pergunta para responder, o ruim era quando apareciam duas perguntas ao mesmo tempo, então ele tinha que se desdobrar para responder. Uns optaram por permanecerem parados olhando para frente na maior parte dos tempos, outros viravam para quem fazia a pergunta. Uma das alunas achou outro modo de manter a conversa e a divisão, ao ser questionado ela estendia a resposta ao máximo até o momento de responder a próxima pergunta, era uma pergunta atrás da outra. Como era uma questão de improvisação em certos momentos a conversa parava ou ficava somente em um dos lados, o que quebrava a regra de manter a divisão de foco do jogador, então alertei os jogadores para que contassem aos mínimos detalhes para gerar assunto e perguntas e que em momento algum, parassem de falar.
JOGO QUEM BATE NA PORTA? : Esse jogo requer a interpretação na voz. Funciona da seguinte forma: um jogado fica atrás de algum lugar fugindo da visão da platéia, o mesmo deve criar um personagem e uma situação (ex: uma garotinha apertada querendo entrar no banheiro) e o jogador por sua vez deve interpretar e deixar a situação clara para a platéia através das batidas na porta, identificando-a. deixei claro que a idade do personagem deveria estar clara na voz.
Pelo local que estávamos a porta foi a única opção, mas por conta dos sons externos e pela pouca projeção das vozes, quase não foi possível escutar ,nem mesmo as batidas na porta, mas nada que prejudicasse o desenvolvimento do jogo. Fizemos mais uma adaptação.
As escolhas foram interessantes, das mais simples as mais complexas como um E.T pedindo ajuda. Nesse mesmo jogo da adivinhação surgiram algumas dúvidas dos próprios jogadores então eles começaram a fazer perguntas (está frio? Porque devo abrir a porta? E etc.), porém os jogadores deveriam responder... Não respondendo, enfatizando somente a voz e as batidas. Um jogador, por exemplo, estava preso do lado de fora de casa sendo que estava muito frio, então ele só falava o que parecia um “bater de queixo”, com as palavras sempre saindo cortadas, não deu pra perceber a idade mais todos os alunos concordaram que conseguiram visualizar a situação em que o personagem se encontrava. Ao final da atividade perguntei para eles se tiveram alguma dificuldade ou queriam acrescentar algo. Um aluno disse que apesar de só a voz “aparecer”, atrás da porta o corpo estava todo construído, “Eu era um policial querendo entrar na casa invadida por ladrões, eu fingi com as minhas mãos a armar que eu segurava ‘tava’ encostado na parede de costas e batendo na porta me preparando para entrar. Não adianta usar só a voz, o corpo se monta automaticamente quando se pede.”. O corpo e a voz estão ligados, quando precisamos ressaltar algum, por menor que seja o outro sempre aparece... E não está errado, acaba se tornando em uma linguagem poética em algumas situações.
Por conta do tempo não pude estender muito para aprofundar essa questão da voz, mas indaguei os alunos: Como conseguimos identificar o humor somente pela voz? Como conseguimos identificar somente escutando sem ver quem está chorando ou feliz?
Uma resposta que virá nas próximas aulas com mais jogos.

Fim de jogo.

JOGANDO COM O ESPAÇO!

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 24/03
Terceiro dia de oficina.
Demos mais um dia de alongamento. Já que precisaríamos principalmente para os jogos de hoje que pretendo aplicar. Senti a necessidade de aguçar nos alunos o pensamento rápido, juntamente com a questão que levantei aula passada sobre a materialização de objetos em cena. Então...
VAMOS JOGAR!
imediatamente deve voltar para uma área no seu campo que serve como um ponto “salvo” e uma vez lá não podem ser capturados. O jogo termina quando sobrar um /ninguém de um dos times ou quem tiver mais componentes. Segue a figura abaixo:
JOGO TRÊS MENINOS NA EUROPA*: consiste em um jogo que tem semelhança com o jogo “queimada” que geralmente se joga com uma bola. Nesse é uma junção de pega- pega com queimada. Funciona da seguinte forma, dividi- se a turma em duas equipes A e B, cada uma fica de uma lado do espaço, o objetivo é mostrar profissões, “onde” ou qualquer outra situação e usar a mimese para efetuar a cena. O grupo A começa o jogo, então a equipe inteira vai até o campo do time B que permanece em uma área limite. A começa a fazer uma profissão, construção civil, por exemplo, eles todos tem que montar todo o ambiente da construção civil, detalhe: sem nenhuma fala. A tarefa do time B por sua vez é adivinhar a cena do time A, vão falando até acertar, caso acertem, o time B corre atrás do time A e tentar capturar o máximo de jogadores possíveis do time A. O time A
Como uma introdução ao jogo era necessário dizer as frases que inicia sempre com o time que vai encenar:
--“Somos três meninos na Europa!
--“E o que vieram fazer?”
--“Várias coisas bonitas!”
--“Então faz para a gente ver.”
Um jogo agitado que deixa os jogadores em alerta. Apliquei esse jogo como um aquecimento para introduzir os jogadores no próximo jogo. O ato de entrar em contato com os objetos que faziam parte da profissão, “onde” ou qualquer outra coisa que eles sugerissem, faz com que eles busquem a proximidade do “manuseio” ou toque do objeto no ambiente criado. Obviamente que alguns esqueciam a mimese e se concentravam na corrida, dei a dica de quanto mais difícil mais o corpo eles teriam que usar para mostrar o que fosse, deveriam ser o mais próximo da realidade possível, surgindo a Materialização do objeto de cena.
JOGO DA PLANTA BAIXA: jogo onde mistura o conhecimento do espaço em que vai ser trabalhado. Em um papel os jogadores divididos em grupos pequenos no máximo 4 pessoas se for turma grande, ele iram criar um cenário e nisso desenhar os objetos grandes que compõe (ex: quarto. Desenham no papel a cama, o guarda- roupa, criado- mudo e mesa de computador.) de preferência só os grandes objetos. Feito isso iram encenar no espaço vazio só que materializando os objetos do papel no espaço. Todos os jogadores do grupo deveriam entrar em contato com os objetos. Caso o jogador esquecesse algum poderia olhar no papel que ficaria na frente do palco como auxilio. Então inicia-se a cena.
Ex: QUARTO. (ARMÁRIO, DUAS CAMAS, DOIS CRIADO-MUDOS, TAPETES E CAIXA DE BRINQUEDOS.)
Um jogo com um potencial cômico, que não gerou altas dificuldades.
No inicio de todas as cenas os objetos estavam ali para todos os jogadores, mas com o decorrer das cenas eles iam esquecendo-se da posição dos mesmos, mesmo que buscassem auxilio na planta baixa. Ou “atravessavam” a mesa, “sentava” errado na posição da cadeira, isso tudo observado por quem estava na platéia, claro que quem estava em cena não tinha consciência disso – mesmo que alguns ainda alertavam os colegas com falas como “cuidado com a mesa ai! Vai empurrar ela pra que?” ou” não está vendo a sua cadeira ali do outro lado? ”--, seria pedir demais de qualquer jogador se tratando de uma oficina. Mas o básico estava passando despercebido, a altura do armário, por exemplo, o quanto que o personagem deveria se “esticar” para alcançar algo no fundo do armário, ou o peso ao abrir a porta da geladeira, como segurar um copo para pegar água no bebedouro. Um momento interessante foi quando em um dos grupos onde a planta baixa era de uma sala de diretoria de uma escola, o jogador que fazia o “Diretor” estava exaltado e começou a bater na mesa que estava a sua frente de acordo com a planta criada pelo grupo. Eu consegui ver a rigidez e a altura da mesa e a força da batida e ainda apoiava-se com as duas mãos com as palmas estendidas e os braços levemente flexionados encarando a aluna sentada a sua frente. Durante todas as cenas procurei de alguma forma induzi- los a explorar essas ações dos objetos materializados, mas por conta de ser o primeiro exercício que executavam desse tipo de regra optei por separar uma aula e trabalhar mais profundamente. Poucos conseguiram alcançar tal objetivo. Mas deu para se aproveitar o jogo. Cada grupo apresentou suas cenas.
No final um dos alunos perguntou que intuito tinha esse exercício.
Um ator ensaiando com um cenário completo, se sente perdido caso tenha que ensaiar sem ele. Já um ator que ensaia sem objeto nenhum, quando passa para o cenário completo com os objetos não sente dificuldades para se adaptar. O processo funciona como uma “mecanização”, treinar uma ação sem objeto -como abrir a geladeira e pegar uma garrafa de leite e fechar a geladeira- apesar de simples força ao ator a estudar o movimento em seus detalhes (o peso da garrafa, a força para abrir a porta e fechar) que quando feito com os objetos não se torna um empecilho.
Ou até mesmo para que o ator não fique dependente da presença do objeto. A consciência criativa do ator é desenvolvida e em quase todos os jogos da Spollin o objeto não existe e é preciso “materializa- lo”, então mais experiências estão por vir.

Fim de Jogo.

ESTÁGIO DIA 17/03/15

ATUALIZAÇÃO
O estágio começou com um alongamento ministrado pelo Anderson Lima. Um alongamento que exigia a elasticidade. Começaram aos poucos, aquecendo e acordando o corpo, girando a cabeça, ombros, braços e pernas. Depois fomos ao que interessavam, os alunos sentaram com as pernas cruzadas e com os braços esticados para frente e com os auxílios dos dedos eles mesmos iam puxando o tronco para frente, sem tirar a bunda do chão. Eu e Anderson ficamos passando em cada aluno para empurrar com cuidado até o limite do aluno. Ainda sentados só que desta vez de pernas esticadas ao lado, desta vez em duplas nesse exercício, um ficava com os pés no calcanhar do companheiro e de mãos dadas eles faziam o movimento de serra, um puxava o tronco do outro para frente e assim iam revisando. Fizemos mais exercícios parecidos e voltamos ao exercício individual. Ao final perguntamos sobre o aquecimento e um dos alunos chamou a atenção de que houve uma melhora do inicio do aquecimento e no final, eles sentiram no corpo de imediato. Querem que esse tipo de aquecimento seja retomado em algumas aulas, pois isso faz a diferença na hora dos jogos, de entrar em cena.
VAMOS JOGAR!
JOGO DO PRESO: Consiste na construção de uma pequena cena onde o jogador vai criar uma situação em que esteja preso (ex: camisa de força, caixão, preso em um porta- mala, se afogando na água e etc) e o mesmo tente escapar. Sem fala o jogo é totalmente corporal, pode haver alguns sons de acordo com a situação que foi criada. Cada jogador vai criando sua situação e fazendo para a platéia sem qualquer aviso sobre o que será feito, então a cena terá que ficar totalmente clara para quem assiste para que possa se “ver” a cena.
Quis experimentar esse jogo com os alunos, pelo fato de ter me somada nos registros quanta atriz em construção, tem suas peculiaridades quanto jogo também, as regras o obrigam o jogador a buscar cada centímetro do corpo para construir a cena, o jogo pode te levar a uma exaustão do jogador que para ser transferida para outra cena qualquer vira um trabalho maravilhoso no meu ponto de vista. Trouxe o jogo principalmente para ter como resultado final na abertura de processo.
Os alunos começaram a executar as situações, algumas simples mais potentes, outras mais complexas, porém sem tanta intensidade. Comecei seguindo a risca as regras da Spollin, mas logo no início eu senti falta da entrega dos alunos na questão de trazer o realismo da situação para o corpo, eram eles sozinhos no palco, senti a necessidade de um auxilio externo vindo através de perguntas que o estimulassem a entrar em contato com o ambiente que criaram como por exemplo “está muito escuro?”, “ você está sem ar?”, “as amarras estão muito apertadas?” e os jogadores não deveriam responder com “sim” ou “não”, mesmo que fosse com a cabeça, orientei para que a resposta viesse no corpo, (ex: “está frio?”, se sim o jogador deveria intensificar esse frio o máximo possível e adicionar a cena tal estimulo até o final. Se não, o jogador poderia dar continuidade a cena.). Foi o suficiente para que o jogo ganhasse outro olhar, outras ações daqueles que não conseguiam se integrar na própria “prisão”. De alguns eu não precisei interferir com as perguntas, o corpo foi suficiente para retratar o “preso”, surgiu claramente para a platéia. Criaram lugares pequenos como um caixão, à lugares grandes como um quarto em chamas. Vendo o “preso” do quarto em chamas, a aluna criou contato com objetos durante a situação, o que aparentava ser um balde cheio de água sendo jogado contra as chamas, ele surgiu na cena, mas não o vi sair, como se ele desaparecesse no ar. Senti outro “feeling” para trabalhar, o contato com objetos imaginários, A MATERIALIZAÇÃO DE OBJETOS em cena. A ser trabalhado em futuras aulas.
Percebi que a adaptação do jogo não deu certo para alguns alunos, eles simplesmente não “respondiam” aos estímulos, precisariam de um trabalho mais profundo, mas por conta do curto tempo não pude estender o exercício. Tentarei de novo, mas desta vez vou criar como regra a “proibição da negação”. Fiquei satisfeita com o resultado do jogo, pretendo retornar e evoluir junto com os alunos, mais uma vez.

Fim da aula.

segunda-feira, 16 de março de 2015

QUE COMEÇEM OS JOGOS!

PRIMEIRO RELATO  DO ESTÁGIO “OFICINA DE JOGOS TEATRAIS” 10/03
Primeiro dia da OFICINA DE JOGOS TEATRAIS.

No primeiro momento da aula, comecei com uma roda onde acordamos o corpo. Esfregamos, espreguiçamos, fizemos sons, bocejamos, fizemo careta e jogamos a energia pra roda. Tudo para acordar o corpo, deixar em alerta e meos tenso.

Começei com o jogo da EXPOSIÇÃO que conciste no aluno ficar parado em cima do palco durante um minuto. Achei uma boa forma de entrada para o processo. Conforme o processo ia ocorrendo percebia as formas de cada aluno de manifestar, sua inquietude ou agonia de estar ali no palco ou qualquer outra emoção que cada um sentia. De alguns eu vi os dedos dedilhando a perna bem discreto, como se tocasse um piano, outros encaravam todos da plateia ou apenas uma pessoa, as mãos mexendo, as vezes sai algum sorriso de leve mas logo ficavam sérios- talvez pelo fato da palvra “parado” ter sido interpretada literalmente- e em apenas um aluno foi possivel perceber que ele estava com uma melodia na cabeça, as vezes atreviasse a transpor a melodia pro corpo mas tudo muito contido. Ao final desse exercicio perguntei qual foi a solução de cada para resolver, ocupar esse tempo no palco, uns responderam minhas as mesmas ações que citei acima, outros estavam com letras, frases, outros disseram que usaram a tácnica de “encarar não encarando”,  eles olhavam para  meio da testa entre as sobracelhas para não se desconcentrar com o foco no olhar ou simplismente ficavam ali parados mergulhados nos seus pensamentos. Expliquei quedessas soluções encontradas  por eles próprios está certo ou errado  segundo Viola Spollin... todos são válidos. Vai de cada pessoa.

Depois caminhamos pelo espaço, reconhecendo espaço onde eles iriam trabalhar nas próximas aulas. Caminhamos em três velocidades (V1, V2, V3),  no começo –o que é normal- todos estavam olhado para o chão, preucupados em preenccher o espaço e acabavam se esbarrando em vários momentos. Em certoos momentos eu falava “congela” para eles permanecerm nos lugares, eles próprios analisavam como estavam distribuidos o grupo no palco. Vários “buracos” apareceiam sempre. Na segunda rodada eu pedi para que ninguém olhasse para o chão, mas mantivesse contato visual com os companheiros ( um ponto que é estremamente importante para o artista no palco, ainda mais em um grupo grannde) e que não caminhacem somente por caminhar, caminhacem e preenchessem o lugar onde estivesse vazio. Perecebessem quando uma pessoa sai de um lugar ele fosse lá e preenchesse. Pedi que voltassem a caminhar com essas instruções e o resultado foi surpreendente, a distribuição foi quase perfeita e as dicas tourou- se eficaz. Pedi para que sempre ao fazer esse exercicio fizessem esse mesmo processo, a não ser que eu proponha outra intenção.

Agora nós demos inicios aos jogos teatrais.
O JOGO DO ESPELHO:  conciste no grupo ser separado em duplas, um jogador é o “espelho”, ou seja é o reflexo que deve imitar os movimentos do outro jogador.
Pedi para que não fizessem movimentos muito bruscos, rápidos, pois o outro jogador deveria tentar imitar com a mesma precisão. Observando os jogadores, acho que por ser o primeiro jogo e pelo fato de alguns nunca terem contato vi aquela timides, perdidos porém que não prejudicava o processo. Troquei as duplas e o exercico rolou durante 10 minutos no máximo. Pensei em intrui- los a explorar os planos (alto, médio e baixo), mas naquele momento preferi deixá-los daquela forma, eles estavam bem imersos no exercicio.
Após realizar o exercício, perguntei aos alunos se surgiu alguma dificuldade. Recebi relatos de surpresa, alguns acharam interessante e ja pensaram em experiencias que poderiam fazer. Acho interessante voltar de vez em quando a esse exercico e a cada vez aprofundar mais e mais. Os registros podem ser absorvidos e utilizados em cens propostas pelos alunos. Mais adiante pretendo efetuar esse exercicio para ver o resultado.

Voltamos a caminhar o espaço só que desta vez, com a ajuda domonitor Anderson Lima conhcemos o espçao do palco (palco italiano) com uma divisão imaginária, direita e esquerda, centro, alto e baixo. Tentamos explicar e colocamos na prática pra facilitar, eles ficaram realmente confusos, decidimos fazer essa divisão somente de frente para a platéia. A organização poderia confundi-los caso mudassemos a direção. Pedimos para que eles escolhecem um ponto do palco aleatóriamente (esquerda-alta, esquerda- baixa, centro- alto, cenntr- baixo, direita- alta, direita- baixa.) e como consequência eles se dividiram em  grupos, os grupos agora formados deveriam escolher em conjunto outro ponto no palco e nesse processo escolheram três pontos. Pedimos que fixassem essses pontos e pra mais facilidade pedimos para que trocassemos rapidamente todos ao mesmo tempo. No final, como eu esperava a maioria reclamou da dificuldade de localização, mas falei que não tinha problema, a confusão é normal e que mais para frente retornariamos a esse exercicio.

Enquanto observava a movimentação no palco, achei interessante juntamente com o Anderson misturar o JOGO DO ESPELHO com os pontos fixos do palco italiano. Retornei as duplas do primero jogo e expliquie o próximo exercico. Cada dupla deveria escolher pelo menos três pontos (mas poderia ser mais) e escolher movimentos( no máximo 6) que marcaram na primeira versão do espelho ou que criassem em conjunto novos movimentos e que deveriam se deslocar no palco realizando esses movimentos. Demos a eles 5 minutos para construir a partitura.
Na realidade nossa ideia foi que todos ao mesmo tempo se movimentasse realizando cada uma sua partitura. Não sabiamos se iria dar certo, mas resolvemos arriscar. E deu certo. Foi uma proposta de cena que deu uma visualidade incrivel, sem qualquer instrução cada dupla foi se adaptando no espaço do palco e espaço corporal. Pensei que haveriam esbarros a todo momento e posteriormente perguntados se eles lembraram do exrcicio espacial, aguns disseram que sim outros só relataram que foi por coencidênca.

Depois para todos vizualizarem o trababalho, dupla por dupla foi apresentando a partitura.
Ao final nós tivemos uma pequena conversa sobre as experiências vivida ali nquela primeira aula.

NOTA: Achar uma alternativa para registro fácildos relatos dos alunos.

São relatos interessantes que podem evoluir no decorrer da oficina.
Nas próximas aulas pretendo utilizar algumas técnica de Grandes nomes do teatro, pesquisar juntamente com os jogos teatrais.