segunda-feira, 4 de maio de 2015

ESTÁGIO DIA 17/03/15

ATUALIZAÇÃO
O estágio começou com um alongamento ministrado pelo Anderson Lima. Um alongamento que exigia a elasticidade. Começaram aos poucos, aquecendo e acordando o corpo, girando a cabeça, ombros, braços e pernas. Depois fomos ao que interessavam, os alunos sentaram com as pernas cruzadas e com os braços esticados para frente e com os auxílios dos dedos eles mesmos iam puxando o tronco para frente, sem tirar a bunda do chão. Eu e Anderson ficamos passando em cada aluno para empurrar com cuidado até o limite do aluno. Ainda sentados só que desta vez de pernas esticadas ao lado, desta vez em duplas nesse exercício, um ficava com os pés no calcanhar do companheiro e de mãos dadas eles faziam o movimento de serra, um puxava o tronco do outro para frente e assim iam revisando. Fizemos mais exercícios parecidos e voltamos ao exercício individual. Ao final perguntamos sobre o aquecimento e um dos alunos chamou a atenção de que houve uma melhora do inicio do aquecimento e no final, eles sentiram no corpo de imediato. Querem que esse tipo de aquecimento seja retomado em algumas aulas, pois isso faz a diferença na hora dos jogos, de entrar em cena.
VAMOS JOGAR!
JOGO DO PRESO: Consiste na construção de uma pequena cena onde o jogador vai criar uma situação em que esteja preso (ex: camisa de força, caixão, preso em um porta- mala, se afogando na água e etc) e o mesmo tente escapar. Sem fala o jogo é totalmente corporal, pode haver alguns sons de acordo com a situação que foi criada. Cada jogador vai criando sua situação e fazendo para a platéia sem qualquer aviso sobre o que será feito, então a cena terá que ficar totalmente clara para quem assiste para que possa se “ver” a cena.
Quis experimentar esse jogo com os alunos, pelo fato de ter me somada nos registros quanta atriz em construção, tem suas peculiaridades quanto jogo também, as regras o obrigam o jogador a buscar cada centímetro do corpo para construir a cena, o jogo pode te levar a uma exaustão do jogador que para ser transferida para outra cena qualquer vira um trabalho maravilhoso no meu ponto de vista. Trouxe o jogo principalmente para ter como resultado final na abertura de processo.
Os alunos começaram a executar as situações, algumas simples mais potentes, outras mais complexas, porém sem tanta intensidade. Comecei seguindo a risca as regras da Spollin, mas logo no início eu senti falta da entrega dos alunos na questão de trazer o realismo da situação para o corpo, eram eles sozinhos no palco, senti a necessidade de um auxilio externo vindo através de perguntas que o estimulassem a entrar em contato com o ambiente que criaram como por exemplo “está muito escuro?”, “ você está sem ar?”, “as amarras estão muito apertadas?” e os jogadores não deveriam responder com “sim” ou “não”, mesmo que fosse com a cabeça, orientei para que a resposta viesse no corpo, (ex: “está frio?”, se sim o jogador deveria intensificar esse frio o máximo possível e adicionar a cena tal estimulo até o final. Se não, o jogador poderia dar continuidade a cena.). Foi o suficiente para que o jogo ganhasse outro olhar, outras ações daqueles que não conseguiam se integrar na própria “prisão”. De alguns eu não precisei interferir com as perguntas, o corpo foi suficiente para retratar o “preso”, surgiu claramente para a platéia. Criaram lugares pequenos como um caixão, à lugares grandes como um quarto em chamas. Vendo o “preso” do quarto em chamas, a aluna criou contato com objetos durante a situação, o que aparentava ser um balde cheio de água sendo jogado contra as chamas, ele surgiu na cena, mas não o vi sair, como se ele desaparecesse no ar. Senti outro “feeling” para trabalhar, o contato com objetos imaginários, A MATERIALIZAÇÃO DE OBJETOS em cena. A ser trabalhado em futuras aulas.
Percebi que a adaptação do jogo não deu certo para alguns alunos, eles simplesmente não “respondiam” aos estímulos, precisariam de um trabalho mais profundo, mas por conta do curto tempo não pude estender o exercício. Tentarei de novo, mas desta vez vou criar como regra a “proibição da negação”. Fiquei satisfeita com o resultado do jogo, pretendo retornar e evoluir junto com os alunos, mais uma vez.

Fim da aula.

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