segunda-feira, 4 de maio de 2015

JOGANDO COM O ESPAÇO!

ATUALIZAÇÃO ESTÁGIO DIA 24/03
Terceiro dia de oficina.
Demos mais um dia de alongamento. Já que precisaríamos principalmente para os jogos de hoje que pretendo aplicar. Senti a necessidade de aguçar nos alunos o pensamento rápido, juntamente com a questão que levantei aula passada sobre a materialização de objetos em cena. Então...
VAMOS JOGAR!
imediatamente deve voltar para uma área no seu campo que serve como um ponto “salvo” e uma vez lá não podem ser capturados. O jogo termina quando sobrar um /ninguém de um dos times ou quem tiver mais componentes. Segue a figura abaixo:
JOGO TRÊS MENINOS NA EUROPA*: consiste em um jogo que tem semelhança com o jogo “queimada” que geralmente se joga com uma bola. Nesse é uma junção de pega- pega com queimada. Funciona da seguinte forma, dividi- se a turma em duas equipes A e B, cada uma fica de uma lado do espaço, o objetivo é mostrar profissões, “onde” ou qualquer outra situação e usar a mimese para efetuar a cena. O grupo A começa o jogo, então a equipe inteira vai até o campo do time B que permanece em uma área limite. A começa a fazer uma profissão, construção civil, por exemplo, eles todos tem que montar todo o ambiente da construção civil, detalhe: sem nenhuma fala. A tarefa do time B por sua vez é adivinhar a cena do time A, vão falando até acertar, caso acertem, o time B corre atrás do time A e tentar capturar o máximo de jogadores possíveis do time A. O time A
Como uma introdução ao jogo era necessário dizer as frases que inicia sempre com o time que vai encenar:
--“Somos três meninos na Europa!
--“E o que vieram fazer?”
--“Várias coisas bonitas!”
--“Então faz para a gente ver.”
Um jogo agitado que deixa os jogadores em alerta. Apliquei esse jogo como um aquecimento para introduzir os jogadores no próximo jogo. O ato de entrar em contato com os objetos que faziam parte da profissão, “onde” ou qualquer outra coisa que eles sugerissem, faz com que eles busquem a proximidade do “manuseio” ou toque do objeto no ambiente criado. Obviamente que alguns esqueciam a mimese e se concentravam na corrida, dei a dica de quanto mais difícil mais o corpo eles teriam que usar para mostrar o que fosse, deveriam ser o mais próximo da realidade possível, surgindo a Materialização do objeto de cena.
JOGO DA PLANTA BAIXA: jogo onde mistura o conhecimento do espaço em que vai ser trabalhado. Em um papel os jogadores divididos em grupos pequenos no máximo 4 pessoas se for turma grande, ele iram criar um cenário e nisso desenhar os objetos grandes que compõe (ex: quarto. Desenham no papel a cama, o guarda- roupa, criado- mudo e mesa de computador.) de preferência só os grandes objetos. Feito isso iram encenar no espaço vazio só que materializando os objetos do papel no espaço. Todos os jogadores do grupo deveriam entrar em contato com os objetos. Caso o jogador esquecesse algum poderia olhar no papel que ficaria na frente do palco como auxilio. Então inicia-se a cena.
Ex: QUARTO. (ARMÁRIO, DUAS CAMAS, DOIS CRIADO-MUDOS, TAPETES E CAIXA DE BRINQUEDOS.)
Um jogo com um potencial cômico, que não gerou altas dificuldades.
No inicio de todas as cenas os objetos estavam ali para todos os jogadores, mas com o decorrer das cenas eles iam esquecendo-se da posição dos mesmos, mesmo que buscassem auxilio na planta baixa. Ou “atravessavam” a mesa, “sentava” errado na posição da cadeira, isso tudo observado por quem estava na platéia, claro que quem estava em cena não tinha consciência disso – mesmo que alguns ainda alertavam os colegas com falas como “cuidado com a mesa ai! Vai empurrar ela pra que?” ou” não está vendo a sua cadeira ali do outro lado? ”--, seria pedir demais de qualquer jogador se tratando de uma oficina. Mas o básico estava passando despercebido, a altura do armário, por exemplo, o quanto que o personagem deveria se “esticar” para alcançar algo no fundo do armário, ou o peso ao abrir a porta da geladeira, como segurar um copo para pegar água no bebedouro. Um momento interessante foi quando em um dos grupos onde a planta baixa era de uma sala de diretoria de uma escola, o jogador que fazia o “Diretor” estava exaltado e começou a bater na mesa que estava a sua frente de acordo com a planta criada pelo grupo. Eu consegui ver a rigidez e a altura da mesa e a força da batida e ainda apoiava-se com as duas mãos com as palmas estendidas e os braços levemente flexionados encarando a aluna sentada a sua frente. Durante todas as cenas procurei de alguma forma induzi- los a explorar essas ações dos objetos materializados, mas por conta de ser o primeiro exercício que executavam desse tipo de regra optei por separar uma aula e trabalhar mais profundamente. Poucos conseguiram alcançar tal objetivo. Mas deu para se aproveitar o jogo. Cada grupo apresentou suas cenas.
No final um dos alunos perguntou que intuito tinha esse exercício.
Um ator ensaiando com um cenário completo, se sente perdido caso tenha que ensaiar sem ele. Já um ator que ensaia sem objeto nenhum, quando passa para o cenário completo com os objetos não sente dificuldades para se adaptar. O processo funciona como uma “mecanização”, treinar uma ação sem objeto -como abrir a geladeira e pegar uma garrafa de leite e fechar a geladeira- apesar de simples força ao ator a estudar o movimento em seus detalhes (o peso da garrafa, a força para abrir a porta e fechar) que quando feito com os objetos não se torna um empecilho.
Ou até mesmo para que o ator não fique dependente da presença do objeto. A consciência criativa do ator é desenvolvida e em quase todos os jogos da Spollin o objeto não existe e é preciso “materializa- lo”, então mais experiências estão por vir.

Fim de Jogo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário