ATUALIZAÇÃO
ESTÁGIO DIA 24/03
Terceiro dia de oficina.
Demos mais um dia de alongamento.
Já que precisaríamos principalmente para os jogos de hoje que
pretendo aplicar. Senti a necessidade de aguçar nos alunos o
pensamento rápido, juntamente com a questão que levantei aula
passada sobre a materialização de objetos em cena. Então...
VAMOS JOGAR!
imediatamente deve voltar para uma área no seu campo que serve como
um ponto “salvo” e uma vez lá não podem ser capturados. O jogo
termina quando sobrar um /ninguém de um dos times ou quem tiver mais
componentes. Segue a figura abaixo:
JOGO TRÊS MENINOS NA EUROPA*:
consiste em um jogo que tem semelhança com o jogo “queimada” que
geralmente se joga com uma bola. Nesse é uma junção de pega- pega
com queimada. Funciona da seguinte forma, dividi- se a turma em duas
equipes A e
B,
cada uma fica de uma lado do espaço, o objetivo é mostrar
profissões, “onde” ou qualquer outra situação e usar a mimese
para efetuar a cena. O grupo A
começa o jogo, então
a equipe inteira vai até o campo do time
B que permanece em uma
área limite. A
começa a fazer uma
profissão, construção civil, por exemplo, eles todos tem que
montar todo o ambiente da construção civil, detalhe: sem nenhuma
fala. A tarefa do time
B por sua vez é
adivinhar a cena do time
A, vão falando até
acertar, caso acertem, o time B
corre atrás do time A
e tentar capturar o máximo de jogadores possíveis do time A.
O time A
Como uma introdução ao jogo era
necessário dizer as frases que inicia sempre com o time que vai
encenar:
--“Somos
três meninos na Europa!”
--“E
o que vieram fazer?”
--“Várias
coisas bonitas!”
--“Então
faz para a gente ver.”
Um jogo agitado que deixa os
jogadores em alerta. Apliquei esse jogo como um aquecimento para
introduzir os jogadores no próximo jogo. O ato de entrar em contato
com os objetos que faziam parte da profissão, “onde” ou qualquer
outra coisa que eles sugerissem, faz com que eles busquem a
proximidade do “manuseio” ou toque do objeto no ambiente criado.
Obviamente que alguns esqueciam a mimese e se concentravam na
corrida, dei a dica de quanto mais difícil mais o corpo eles teriam
que usar para mostrar o que fosse, deveriam ser o mais próximo da
realidade possível, surgindo a Materialização do objeto de cena.
JOGO DA PLANTA BAIXA:
jogo onde mistura o conhecimento do espaço em que vai ser
trabalhado. Em um papel os jogadores divididos em grupos pequenos no
máximo 4 pessoas se for turma grande, ele iram criar um cenário e
nisso desenhar os objetos grandes que compõe (ex: quarto. Desenham
no papel a cama, o guarda- roupa, criado- mudo e mesa de computador.)
de preferência só os grandes objetos. Feito isso iram encenar no
espaço vazio só que materializando os objetos do papel no espaço.
Todos os jogadores do grupo deveriam entrar em contato com os
objetos. Caso o jogador esquecesse algum poderia olhar no papel que
ficaria na frente do palco como auxilio. Então inicia-se a cena.
Ex: QUARTO. (ARMÁRIO, DUAS
CAMAS, DOIS CRIADO-MUDOS, TAPETES E CAIXA DE BRINQUEDOS.)
Um jogo com um potencial cômico,
que não gerou altas dificuldades.
No inicio de todas as cenas os
objetos estavam ali para todos os jogadores, mas com o decorrer das
cenas eles iam esquecendo-se da posição dos mesmos, mesmo que
buscassem auxilio na planta baixa. Ou “atravessavam” a mesa,
“sentava” errado na posição da cadeira, isso tudo observado por
quem estava na platéia, claro que quem estava em cena não tinha
consciência disso – mesmo que alguns ainda alertavam os colegas
com falas como “cuidado com a mesa ai! Vai empurrar ela pra que?”
ou” não está vendo a sua cadeira ali do outro lado? ”--, seria
pedir demais de qualquer jogador se tratando de uma oficina. Mas o
básico estava passando despercebido, a altura do armário, por
exemplo, o quanto que o personagem deveria se “esticar” para
alcançar algo no fundo do armário, ou o peso ao abrir a porta da
geladeira, como segurar um copo para pegar água no bebedouro. Um
momento interessante foi quando em um dos grupos onde a planta baixa
era de uma sala de diretoria de uma escola, o jogador que fazia o
“Diretor” estava exaltado e começou a bater na mesa que estava a
sua frente de acordo com a planta criada pelo grupo. Eu consegui ver
a rigidez e a altura da mesa e a força da batida e ainda apoiava-se
com as duas mãos com as palmas estendidas e os braços levemente
flexionados encarando a aluna sentada a sua frente. Durante todas as
cenas procurei de alguma forma induzi- los a explorar essas ações
dos objetos materializados, mas por conta de ser o primeiro exercício
que executavam desse tipo de regra optei por separar uma aula e
trabalhar mais profundamente. Poucos conseguiram alcançar tal
objetivo. Mas deu para se aproveitar o jogo. Cada grupo apresentou
suas cenas.
No final um dos alunos perguntou
que intuito tinha esse exercício.
Um ator ensaiando com um cenário
completo, se sente perdido caso tenha que ensaiar sem ele. Já um
ator que ensaia sem objeto nenhum, quando passa para o cenário
completo com os objetos não sente dificuldades para se adaptar. O
processo funciona como uma “mecanização”, treinar uma ação
sem objeto -como abrir a geladeira e pegar uma garrafa de leite e
fechar a geladeira- apesar de simples força ao ator a estudar o
movimento em seus detalhes (o peso da garrafa, a força para abrir a
porta e fechar) que quando feito com os objetos não se torna um
empecilho.
Ou até mesmo para que o ator não
fique dependente da presença do objeto. A consciência criativa do
ator é desenvolvida e em quase todos os jogos da Spollin o objeto
não existe e é preciso “materializa- lo”, então mais
experiências estão por vir.
Fim de Jogo.
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