segunda-feira, 4 de maio de 2015

QUE LUGAR, HEIN?

ATUALIZAÇAO ESTÁGIO DIA 07/04 

Mais um dia de oficina de jogos e desta vez com uma turma bem menor, comparada a turma que veio no primeiro dia. Começamos a partir de agora, resgatar alguns ou os principais registros que os alunos obtiveram em todos os jogos que foram feitos e transplantá- los para as cenas que irão compor o trabalho final a ser apresentado. Porém, há tempo de fazer mais alguns jogos, então…
VAMOS JOGAR!

LUGAR ESPECÍFICO: Esse jogo tem como objetivo fazer com que os jogadores escolham a partir de m local, especificar esse local da melhor maneira possível para que o público identifique. Previamente o local é dado ( sala, escritório, banheiro, salão e etc. Obs: pode ser lugares pequeno ou grandes.) e a partir dai o jogador escolhe sua especificidade. Ex: saguão de hotel. Especificamente: saguão de um hotel em Paris. Regra é especificar o lugar e os jogadores devem se comportar obviamente, em um saguão em Paris e no final cabia a plateia adivinhar qual era esse lugar. Pode ser em duplas ou grupos até cinco pessoas.

A regra no início não foi muito bem apreendida pelos alunos. Tive que dar exemplos para deixar mas claro a proposta do jogo. Escolhi para os grupos locais fáceis e que fosse possível ter várias possibilidades, escolhi primeiramente saguão de hotel e escritório. Na turma se formaram quatro grupos e dois grupos recebiam o mesmo lugar. Por serem lugares quase que óbvios, era provável que os dois escolhesse o mesmo “específico”, já que não era compartilhado entre os grupos os seus lugares e nem eles próprios sabiam que outro grupo teria o mesmo local. Mas era um risco que estávamos dispostos a correr, o que não aconteceu… mesmo que foram muito parecidos em algumas cenas.
As propostas que apareceram na primeira rodada de improviso, foram mais lúdicas. Não quis prender eles impondo que fossem fiel a realidade. Até porque se trata de um jogo teatral. Surgiu o “escritório dos sonhos”, que foi bem interessante pelo fato de se comportar como um escritório comum porém com uma função fictícia. Para a maioria e até para mim como instrutora, ficou difícil de identificar o lugar. O foco ficou muito na fala, eles – acho que de forma instintiva- tentavam ao máximo identificar o local, mas não entravam em contato com esse local, o que é primordial do jogo. Entrar em contato máximo com o ambiente desse local, mesa, cadeira, porta, caneta, folha, computador. Faltou isso na maioria das cenas. Fiz uma segunda rodada, desta vez com alguns pontos elucidados que ainda estavam permeando nos jogos, orientei para que buscassem os jogos anteriores para auxílio nesse como por exemplo o jogo do objetos imaginários, que está sempre presente no fichário da Viola.
Na segunda eles foram mais específicos ainda. Os locais eram banheiro e refeitório. Um dos grupos conseguiu um dos objetivos, cada componente montava uma parte do local, nesse caso o banheiro. Enquanto um estava no chuveiro, outro invadia e já ficava na frente do espelho, outro brigava pela pia para escovar os dentes, outro no vaso. E eles criaram a dimensão do banheiro e a respeitavam. E todos da plateia conseguiram ver que era um banheiro de república de estudantes.
Fiquei satisfeita com o resultado de todos os grupos. Um dos jogos mais produtivos na opinião dos alunos.

Fim de jogo.

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